Domingo, 23 de Março de 2008

Emirates encomenda US$ 20 bi à Airbus

12/11/07 – A companhia aérea de Dubai, Emirates, anunciou a encomenda à Airbus de 70 aparelhos A350 XWB, além da transformação em pedidos firmes da encomenda de outros oito equipamentos A380, pelo total de US$ 20 bilhões. Segundo a Airbus, a transação será a maior compra individual em sua história.
A Emirates tem igualmente uma opção para 50 aeronaves A350, modelo de longo alcance da nova geração, lançado pela Airbus para concorrer com o Boeing Dreamliner 787. A Emirates já é a segunda maior cliente do A350, atrás da Qatar Airways que, durante o Salão de Bourget, na França, em junho passado, anunciara a compra de 80 dessas aeronaves. A Emirates encomendou ainda, junto à Boeing, 12 aviões B777-300, por US$ 3,2 bilhões.

Egito construirá centrais nucleares

30/10/07 – O presidente egípcio Hosni Moubarak anunciou que seu país colocará em marcha programa de construção de diversas centrais nucleares civis, a fim de atender à crescente demanda por energia. Moubarak não revelou o tempo para o início do projeto, nem seu custo. “Devemos nos render às evidências; petróleo e gás não são fontes de energia renováveis”, disse o presidente, durante inauguração de uma central elétrica ao norte do Cairo. As atuais reservas do Egito em gás e petróleo equivalem a 15,5 bilhões de barris, o que lhe permitiria 34 anos mais de produção, ao ritmo atual.

Companhia aérea de Dubai pretende abrir seu capital

30/10/07 – O presidente da Emirates, companhia aérea baseada em Dubai, anunciou ao jornal inglês The Times a intenção de abertura de seu capital. Na entrevista, o xeque Ahmad Ben Said A Al Maktoum lembrou a então iminente introdução em Bolsa do grupo portuário Dubai Ports World (DP World), que se notabilizou pela organização britânica P&O em 2006, estimando que a medida é “muito positiva” e que a Emirates “certamente buscará fazer algo similar no futuro”. A companhia confirmou a proposta de seu presidente, ressaltando que a decisão final caberá a seu proprietário, o governo de Dubai. Espera-se que o valor da Emirates possa se elevar em US$ 20 bilhões, a partir da colocação de suas ações em Bolsa, arrematou o The Times.

Companhia de Dubai interessada em operação na Espanha

30/10/07 - A Investment Corporation of Dubaï (ICD) estuda uma propor a compra do grupo imobiliário espanhol Colonial, anunciou no final de outubro último, em comunicado à Autoridade Espenhola de Mercados (CNMV). A Colonial, número dois do setor na Espanha, informa ter recebido da ICD correspondência manifestando o interesse na aquisição do capital detido por três acionistas e, dessa forma, apresentar uma oferta pública de compra. A ICD aproveitou para solicitar dados sobre a saúde financeira da Colonial, que também interessa à americana General Electric e atravessa recente turbulência no valor de suas ações.

Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Nações petrolíferas revivem riqueza dos anos 1980

28/11/07 – Com a cotação do petróleo acima da marca de US$ 50 o barril, fato ocorrido no final de outubro, os países petrolíferos recuperam o poder aquisitivo comparável ao que tinham no final dos anos 70, durante os grandes “choques do petróleo” que então colocavam as economias ocidentais de joelhos. Afinal os preços do óleo cru subiram 50% no último ano e triplicaram desde 2003, em razão de uma demanda cada vez maior e das tensões geopolíticas na região.

Descontada a inflação e convertida a moeda do patamar atual, a cotação é comparável àquela de 1980 e 1981, anos do segundo choque do petróleo, provocado pela revolução iraniana e pela guerra Irã-Iraque. A constatação procede, apesar da dificuldade de uma conversão exata de valores e do fato que há 25 anos as transações se concentravam em uma qualidade diferente de petróleo. Os produtores “talvez tenham se tornado tão ricos quanto o foram à época mas, per capita, certamente não é o caso, pois eles experimentaram grande crescimento em suas populações”, ressalta o analista James Willians.

A escalada de valores encheu assim os cofres das monarquias do Golfo, que hoje multiplicam seus projetos imobiliários colossais, a compra de companhias e de grandes posições acionárias ocidentais. Elas competem entre si no afã de se tornar centros turísticos mundiais e gastam dezenas de bilhões em novos e faraônicos aeroportos.

Mais além do turismo, essas nações pretendem se tornar atores econômicos internacionais e se lançam à compra de Bolsas de Valores ocidentais. O Catar, um dos países mais ricos do mundo, com uma receita de US$ 63 mil por habitante, acaba de adquirir quase um quarto da Bolsa de Londres (LSE) e 10% da congênere nórdica OMX, sem contar a oferta de US$ 21 bilhões pela rede britânica de supermercados Sainsbury. Seu rival Dubai, antigo país petrolífero que hoje depende do turismo, arrematou outros 28% da LSE e se aliando a bolsa americana Nasdaq para comprar 47% da OMX.

O petróleo permitiu também o saneamento das finanças de países como a Venezuela, a Rússia, que pode quitar sua divida externa ou ainda a Argélia, cujas reservas de divisas atingiram US$ 90 bilhões ao final de junho último, quantia suficiente para financiar três anos de importações do país na Venezuela, a alta do petróleo garante ingresso suplementar US$ 10 bilhões por ano, segundo atesta relatório da Standard & Poor’s.

Por outro lado, a elevação dos preços reflete em parte o receio da eventual escassez do ouro negro. Por essa razão, o Catar projeta, até 2015, que o petróleo responda a no máximo um quarto de suas receitas. Mesmo que a tendência a enriqueça, a Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) não tem interesse na escalada de preços, que torna energias alternativas mais atraentes. Ainda que registre apreensão, a OPEP se recusa a “abrir a torneira”, alegando que o mercado está “muito bem atendido”. A organização deseja ainda compensar a perda cambial. O dólar americano, moeda do comércio de petróleo, desvalorizou-se 10% desde o inicio de 2007.

Grupo aeronáutico de Dubai investirá US$ 15 bi

27/11/07 - A jovem companhia de serviços aeronáuticos Dubai Aerospace Enterprise (DAE), pertencente ao emirado de Dubai e à família reinante Al Maktoum, tem planos extraordinariamente ambiciosos. A empresa planeja investir nada menos que US$ 15 bilhões ao longo dos próximos anos, a fim de se tornar um grande grupo internacional.

Após a recente aquisição do controle do aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia, a DAE tem interesse manifesto na aquisição do aeroporto londrino de Gatwick. No setor de “leasing” de aeronaves, seu objetivo é a terceira colocação mundial, atrás tão somente da Airbus e Boing. Igualmente notável é sua intenção de arrematar seis fabricas de componentes colocados à venda pela EADS, construtora da Airbus.

Catar se lança à concorrência com Dubai

27/11/07 – O Catar, pequena mas riquíssima monarquia do Golfo, não deixa dúvidas quanto a suas ambições de se tornar ator econômico de importância mundial e assim fazer concorrência ao emirado de Dubai. Após adquirir participações da Bolsa de Londres e do operador de Bolsa OMX, o Catar agora faz oferta pela cadeia britânica Sainsbury. “Há uma vontade evidente da parte do Catar de diversificar suas fontes de receita e assegurar o futuro das próximas gerações face o esgotamento dos recursos energéticos” afirmou à agência AFP o economista Bachir Al Kahlut.

A Qatar Holding, filial internacionalmente controlada pela Autoridade de Investimentos do Catar (QIA), anunciou em setembro a aquisição de quase um quarto das ações do London Stock Exchange (LSE). Membro da Opep e dispondo da terceira maior reserva de gás natural, o Catar arrebatou 10% do capital da OMX superando a Bolsa de Dubai que, aliada à americana Nasdaq, tinha a mesma pretensão.

Contrariamente a Dubai, cujas reservas de petróleo estão praticamente esgotadas e que depende inteiramente do turismo e da prestação de serviços, o Catar pode apoiar sua estratégia de investimentos internacionais.